Para Secovi, mercado tem dificuldade de lançar imóveis para baixa renda

Mesmo com todos os incentivos concedidos pelo Governo, ainda existe uma dificuldade de se lançar e vender imóveis para a população de baixa renda. A percepção é do economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Celso Petrucci.

Para ele, os motivos para essa dificuldade não são mensuráveis, mas podem estar no âmbito legislativo. “A legislação municipal na área urbanística carece de análise mais detalhada para se adequar às necessidades e características da nossa cidade”, afirmou, por meio de nota.

De acordo com os últimos dados do sindicato, os imóveis novos mais vendidos em maio na capital paulista foram os de três dormitórios – segmento destinado às classes de maior renda. Esse tipo de imóvel representou 38% do total das vendas do quinto mês do ano.

Os imóveis de três dormitórios também lideram as preferências, considerando o total vendido período entre janeiro e maio deste ano. Eles representaram 35,9% das unidades negociadas.

Em maio, 1.949 imóveis foram vendidos, número 40% menor que o registrado em abril, quando 3.236 foram negociados, e 51,4% menor que o verificado no mesmo mês do ano passado.

Alta renda

Além das unidades com três dormitórios, o Secovi verificou que as de quatro dormitórios também foram as preferidas dos paulistanos. Em maio, esse segmento representou 27,2% do total negociado no mês.

As unidades com dois dormitórios, por sua vez, registraram participação de 23,3% das vendas. Petrucci explicou que o segmento de dois dormitórios foi o maior responsável pela queda nas vendas de imóveis novos no quinto mês do ano.

Tendência?

O recuo verificado em maio, para o economista do sindicato, tanto pode ser pontual como uma tendência. “Os próximos meses indicarão se a queda refletiu um fato pontual ou se houve uma modificação na tendência de crescimento”, afirmou.

Apesar disso, Petrucci disse que a entidade ainda mantém a expectativa de que, até o fim do ano, cerca de 38 mil imóveis sejam comercializados.

Fonte: InfoMoney

Minha Casa, Minha Vida alavanca construção civil no RJ

O programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal foi um dos responsáveis pelo impulso do setor da construção civil no Rio de Janeiro nos primeiros cinco meses deste ano. A constatação é da Ademi (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

Uma pesquisa recém-divulgada pela entidade mostra que, nesse período, foram lançadas 4.399 unidades somente na capital – 3.683 unidades residenciais e 716 comerciais. Esse é o número mais elevado dos últimos cinco anos, diz a coordenadora da pesquisa Ademi Mercado Imobiliário, Gabriela Szklo.

De acordo com ela, o programa Minha Casa, Minha Vida, que foi lançado em 2009, já conseguiu impulsionar a construção de residências e unidades comerciais em vários bairros da capital.

- Havia bairros que não tinham lançamentos há muito tempo e tiveram agora.

Irajá, Madureira, Parada de Lucas, Quintino, na Zona Norte, e Campo Grande, na Zona Oeste foram alguns deles, afirma Gabriela.

- O crescimento da cidade começou a ser um pouco mais homogêneo, direcionado também para outros bairros. Diminuiu um pouco a procura pela Barra, pelo Recreio e por Jacarepaguá, que concentravam 80% dos lançamentos. E naquela faixa que se enquadra no Minha Casa, Minha Vida.

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Crédito imobiliário com recursos da poupança cresce 87% em maio, na comparação com 2009

O volume de empréstimos imobiliários com recursos da poupança cresceu em maio 87% em relação ao mesmo mês do ano anterior, chegando ao patamar de R$ 4,25 bilhões, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Na comparação entre os cinco primeiros meses de 2009 e de 2010, o valor médio de financiamento saltou de R$ 107 mil para R$ 127 mil, o que, segundo o relatório, reflete a tendência de maior participação dos recursos das cadernetas de poupança nos financiamentos imobiliários devido à maior capacidade dos mutuários de tomar crédito.

As contratações entre janeiro e maio de 2010 somaram R$ 18,58 bilhões, valor 77% superior ao mesmo período de 2009. O número de unidades financiadas também aumentou, saltando de 19,7 mil, em maio de 2009, para 32,8 mil em maio de 2010, o que representa um crescimento de 66%. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano passado e deste ano, o total de imóveis teve um aumento de 50%, passando de 98,1 mil unidades para 146,8 mil.

De acordo com a Abecip, a projeção para este ano é de R$ 50 bilhões sejam emprestados para a compra da casa própria. A cifra representa uma alta de 47% na comparação com 2009, quando os empréstimos atingiram R$ 34 bilhões. A estimativa para este ano tem como ponto de partida a manutenção das condições de renda e crédito conjugada à retomada dos lançamentos por parte das construtoras.

De acordo a entidade, a estimativa é de que entre 400 mil e 450 mil unidades sejam financiadas, o que seria um “número sem precedentes na história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)”.

Fonte: Zap

Governo decide ampliar subsídio para imóveis

O governo federal vai aumentar o teto de valor dos imóveis que poderão ser financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. O subsídio dado pelo governo para a compra desses imóveis também será elevado.

A informação foi dada ontem pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento) após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Também participaram do encontro os ministro Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), além da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho.

De acordo com Bernardo, a expectativa do governo é definir os valores na próxima semana e enviar já no começo de agosto os projetos de lei com as mudanças para votação no Congresso. O governo pretende aprová-los até o início de 2011.

– Vai ter aumento de teto (do valor dos imóveis financiados), há o consenso de que precisa aumentar um pouco. Além de algumas medidas para facilitar a construção nas grandes cidades, onde o valor dos terrenos aumentou muito e isso tem dificultado a obtenção de terra para a construção desse tipo de moradia – afirmou Bernardo.

Fora os empreendimentos bancados integralmente pela União, o Programa Minha Casa, Minha Vida concede subsídio de até R$ 23 mil para compra de imóveis, dependendo da renda e da cidade onde ele será construído.

A meta do governo é contratar a construção de 1 milhão de casas até o final de 2010 (até agora foram pouco mais de 500 mil unidades) e mais 2 milhões entre 2011 e 2014.

– Nós achamos que o programa está indo muito bem, com muita certeza de que vamos contratar um milhão de moradias até o final de 2010. E para o ano que vem, (o programa vai vir) com algumas regras um pouco modificadas – disse Bernardo.

Fonte: ClipImobiliário

Crédito imobiliário e a futura falta de poupança

Ao impulsionar o crédito imobiliário, o governo não levou em conta um ponto muito importante: as aplicações em caderneta de poupança, realizadas por famílias de renda relativamente modesta, estão servindo hoje para pagar as prestações da casa própria. Portanto, a captação das cadernetas pode não aumentar, na melhor das hipóteses.

Isso levanta um problema complexo para as instituições financeiras, que acaba de ser mencionado pelo presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz Antonio França, cuja posição é ainda otimista, pois descarta que possa haver uma redução da captação de depósitos de poupança, principal fonte atualmente – e quase única – de financiamento das casas populares.

De qualquer forma, o financiamento imobiliário vai se encontrar, nos próximos anos, com uma insuficiência de recursos de funding e as instituições financeiras terão de recorrer a outras fontes, além das cadernetas, para ter uma garantia de crescimento das operações imobiliárias.

Acontece que o recurso das cadernetas no financiamento imobiliário é muito barato (TR mais 6,17% ao ano), com um saldo de cerca de R$ 265 bilhões hoje. Mesmo que o nível de captação seja mantido nos próximos anos, o que nos parece difícil, levando em conta o endividamento das famílias em razão do próprio crédito imobiliário, calcula-se que em 2013, quando o financiamento atingirá cerca de R$ 400 bilhões, haverá um déficit no crédito imobiliário de pelo menos R$ 100 bilhões.

O problema será encontrar recursos para cobrir esse déficit. Alguns economistas sugerem um aumento da remuneração das cadernetas, mas isso teria o efeito de elevar o custo dos empréstimos hipotecários, que os mesmos economistas sugerem que seja indexado. Uma decisão que provavelmente acabaria com os financiamentos do setor.

Outra sugestão seria recorrer às Letras de Crédito Imobiliário (LCI), que até agora não tiveram uma grande emissão, apesar de oferecerem à instituição emitente uma garantia (o próprio ativo financiado). Pensa-se também na emissão de Certificados de Crédito Imobiliário, cujo inconveniente é que são derivativos, com todos os riscos que isso representa.

O mais provável é que se chegue a uma situação em que o crédito imobiliário não crescerá tanto quanto agora, forçando as famílias a aumentar a poupança (a “entrada”) para a compra do imóvel, ou obrigando o governo a construir casas de baixo custo para alugar a famílias de baixa renda.

Fonte: Estadão

Câmara rejeita projeto que proíbe pessoa física de ser fiadora e avalista

O projeto de Lei 3524/08, que proíbe as pessoas físicas de serem avalistas ou fiadoras, foi rejeitado pelos deputados da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

De acordo com informações da Agência Câmara, a proposta do deputado Ratinho Junior (PSC-PR), alterava o Código Civil com o objetivo de acabar com a fiança e o aval fornecidos por pessoa física, condicionando apenas as pessoas jurídicas a assumir esse compromisso em contratos e dívidas.

Para o relator da proposta, deputado Miguel Corrêa (PT-MG), fica a cargo dos indivíduos decidirem se querem ou não dar garantias a um contrato.

“Do ponto de vista macroeconômico, estes instrumentos reduzem os custos de transação da economia, aumentando o número de transações, o produto e, por conseguinte, o bem-estar social”, afirmou.

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Expansão imobiliária impulsiona mercado de seguro para residências

Impulsionado pelo aquecimento imobiliário, o mercado de seguros para residências registrou receita de R$ 378,4 milhões entre janeiro e abril. A alta é de 20,2% sobre o mesmo período de 2009, segundo a Susep. O aumento já se compara percentualmente ao desempenho do mercado global de seguros do país, que, com exceção de saúde, subiu 22,6% no período, com receita de R$ 27,5 bilhões. O residencial superou os resultados da área de automóveis (16%), já tradicional no Brasil.

O seguro para casas hoje é vendido em pacotes que podem incluir garantia contra incêndio, raios e explosão.

Esse mercado deve apresentar crescimento mais elevado no futuro, segundo Ricardo Saad, diretor-presidente da Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros.

“O Brasil tem hoje apenas 10% dos domicílios segurados. Há espaço para crescer. Para este ano, nossa meta é dobrar a carteira”, diz Saad.

O crescimento também pode ser atribuído ao aumento de sinistros por mudanças climáticas, segundo Paulo Umeki, da Liberty. Da Carteira de 130 mil residências da empresa, 55% estão na região Sul, vítima de vendavais, e 28%, na cidade de São Paulo, por conta de raios.

Fonte: ABADI

Inflação do aluguel desacelera na 1ª prévia de julho, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), normalmente usado para reajustar contratos de aluguel, registrou variação de 0,14% na primeira prévia de julho, segundo divulgou nesta sexta-feira (9) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Considerando o mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 2,21%.

Todos os três componentes do indicador ajudaram no abrandamento do ritmo de alta, especialmente aquele referente aos preços no atacado.

No levantamento divulgado nesta sexta, a fundação aponta ainda que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,19% no primeiro decêndio de julho, que compreende o período de 21 a 30 de junho. Em relação ao mesmo período do mês anterior, o índice foi de 3,14%.

A variação do índice de bens finais teve alta de 0,01%. Na apuração no mesmo período do mês anterior, a variação havia sido negativa, de 0,65%. Influenciaram o resultado o subgrupo alimentos processados (de -2,66% para 0,37%). Já a variação dos bens intermediários foi de 1,37% para 0,18%. Quem mais contribuiu para a desaceleração foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura (de 1,58% para 0,14%).

O índice referente a matérias-primas brutas apresentou variação de 0,45%, contra 11,26% na última apuração. Os itens que mais contribuíram para a desaceleração foram minério de ferro (75,25% para -0,63%), leite in natura (5,46% para -3,46%) e milho em grão (2,20% para -1,91%).

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Prefeitura quer adotar GPS para fiscalização imobiliária

Técnicos das coordenadorias de Fiscalização (CFI), Tributos Imobiliários (CTI) e Planejamento de Sistemas (CPS) da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) de Salvador já estão estudando a possibilidade de aplicação do sistema de posicionamento global (GPS) na fiscalização imobiliária. Representantes da empresa fabricante do programa de mapeamento Mobile Mapper já fizeram uma demonstração na Sefaz das vantagens do uso do software para modernização da fiscalização e cadastro imobiliário.

“O equipamento localiza o imóvel, faz as medições e estas são transportadas para atualização cadastral, sendo que os dados ficam armazenados de forma digital, no mapa info”, explica o coordenador de Fiscalização da Sefaz, José Lúcio Cardoso. “Ganha-se tempo e precisão”, resume.

A partir de reuniões com representantes das empresas detentoras da tecnologia, a Sefaz busca verificar o funcionamento do equipamento e sua conectividade com o sistema de mapa info desenvolvido pela equipe de planejamento de sistemas da Secretaria. O próximo passo será um teste de campo, seguido de nova reunião de avaliação das vantagens.

Fonte: LicitaMais

Cobrança indevida nas contas de luz: ministro é convocado

Em audiência pública, a Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara Federal ouvirá o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, sobre as providências adotadas a partir das determinações e recomendações do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Tarifas de Energia Elétrica.

O relatório foi concluído em dezembro de 2009 e encaminhado também ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, com a solicitação de providências. À época, o presidente da CPI, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), declarou que o relatório apontou como principal conclusão das investigações a necessidade de devolver aos consumidores os valores cobrados indevidamente entre 2002 e 2009, calculados em R$ 1 bilhão por ano, conforme levantamento prévio do Tribunal de Contas da União (TCU).

O debate com o ministro Zimmermann foi sugerido pelo deputado Alexandre Santos (PMDB-RJ), que lembra: “além dos reajustes tarifários que levaram os consumidores a pagarem valores indevidos, foi identificado pela CPI o repasse, para as tarifas, das perdas comerciais das distribuidoras”.

De acordo com Santos, não foi determinado precisamente o montante cobrado a mais dos consumidores, por conta do “sério problema de metodologia de cálculo das tarifas”. Ainda por ocasião da entrega do relatório final, Eduardo da Fonte reforçou que “a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem a responsabilidade de obrigar as concessionárias a providenciarem o ressarcimento aos consumidores”.

Seis meses se passaram desde a entrega do documento, quando o deputado disse também: “está determinado no relatório da CPI que a Aneel informe publicamente estes valores nos próximos 30 dias, para que possamos mostrar ao Brasil realmente qual é o tamanho dos valores que o povo brasileiro pagou a maior às distribuidoras de energia elétrica”.

Enfaticamente, Eduardo da Fonte finalizou: “o que não vamos admitir (…) é que a Aneel orquestre um calote ao povo brasileiro, se negando a obrigar as distribuidoras a devolver os recursos”.

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